“Achei o livro muito cuidadoso ao retratar a trajetória de um jovem durante a ditadura militar. A narrativa acompanha sua transição para a faculdade de arquitetura em Brasília, o início da vida adulta e a perseguição política. Já comecei o segundo volume!”
Devorados
Ficção, não ficção, teatro, quadrinhos, literatura infantil, de tudo um pouco. Aqui compartilhamos o que a nossa equipe está lendo.
“Eu devorei! É uma epopeia viciante que te faz querer ler ‘só mais um capítulo’ e, quando percebe, leu tudo.”
“Adorei. Li os contos de pé em um balcão, sem nem parar para sentar. Desses livros pra viajar. Melhor que milhas!”
“Gostei muito. Capítulos que cabem no bolso e ficam na cabeça de tão bem escritos. Um deleite!”
“Devorei! E toda pessoa negra deveria ler. Neste livro, Cidinha torna possível o compartilhamento de algo que nem todos tiveram o privilégio de viver: os ensinamentos de Sueli Carneiro.”
“É uma obra dolorosa, pois traz situações reais da crueldade exercida por homens brancos; “a descida” de Annis é permeada por menções ao “Inferno” de Dante, mas também pelas vozes de suas ancestrais, trazendo um certo lirismo e beleza pra uma história que retrata uma das maiores vergonhas da humanidade: a escravidão.”
“Desde que terminei o livro, vários dos poemas me acompanham – tanto os que me fizeram rir alto quanto os mais desoladores. A voz poética de Peri Rossi vai variando ao longo de sua produção, e nós variamos com ela. Destaco o trabalho de seleção e tradução, que é muito bem feito.”
“Uma visão mais realista e não romantizada, como aquela apresentada pelo filme Oppenheimer, do Christopher Nolan. Uma leitura imperdível para quem tem interesse no assunto.”
“O livro é meio aleatório de cara, mas depois, junto com as imagens, o caos instigante do processo de criação se sobressai. Gostei bastante. “
“Esse livro acabou comigo, sem meias-palavras! Maccari conta a história de vida da protagonista de forma crua, sem nos poupar, como a própria personagem não se poupa.”
“Jeovanna chama atenção para uma situação que muitas de nós, mulheres, acreditamos estar distantes de vivenciar, mas que pode nos atingir sem que percebamos: a violência dentro de um relacionamento amoroso. Ela ressalta a importância de acender o alerta ao menor sinal de agressividade.”
“Abre com uma epígrafe de um dos meus livros preferidos, São Bernardo, aí já me conquistou! Como em Graciliano Ramos, a dureza do cenário e a indignação diante das injustiças sociais refletem a nossa sociedade. O livro, a certa altura, assume um ritmo frenético, que prende o leitor. Te convido a ler este bangue-bangue à brasileira.”
“A narrativa é intensa, daquelas histórias que você não consegue parar de ler. O autor cria um magnetismo através da construção das cenas e dos personagens. Romance épico, faz jus aos gigantes da literatura. O caos organizado é posto e resolvido de forma genial.”
“Muito bem escrito, irônico e assertivo. Trótski era muito jovem e já tinha enorme consciência política. Dá pra sentir a comoção dos guardas e sua empatia com os presos, numa prévia do que depois se mostrou o levante popular da revolução. É também muito iconográfico ao mostrar a pobreza e a natureza gélida da Sibéria.”
“Gostei bastante porque o livro revela que a violência absoluta não impede que as vítimas prossigam com uma vida que contém alegria e esperança. Os aditivos fazem as vezes dos antidepressivos e as conversas da turma são psicoterapia para os perrengues.”
“Foi muito bom reler esses escritos, que parecem pensamentos em voz alta do autor. Paxton compartilha um exercício ao mesmo tempo meditativo e filosófico. O leitor é também levado a uma atenção profunda a seu corpo, à medida que o processo vai inevitavelmente ficando mais consciente e racionalizado. Uma viagem.”
“Ver a dor dessa família que foi forçada a conviver com a falta é de cortar o coração, principalmente quando conhecemos mais de Liliana e de sua jovialidade. Por isso, é importante mostrar que essas vozes continuam e continuarão ecoando. É isso que Cristina Rivera faz.”
“É difícil parar de ler. A história é fascinante e recomendo muito.”
“Gostei muito. E ao longo da leitura me lembrei de três livros excelentes: Cidades invisíveis, do Italo Calvino, Os sobreviventes, do Bernardo Carvalho, e A estrada, do Cormac McCarthy.”
“Metamorfose e transformação são um tema que tem me chamado a atenção, ainda que eu não saiba bem o porquê. É sobre isso que tenho lido e pensado, e o livro mergulha no tema de uma maneira muito interessante.”
“Um relato muito lúcido e ao mesmo tempo sensível sobre o cárcere quando se está privado de coisas banais.”
“Importante leitura para compreender os processos de construção das identidades no Brasil. Os relatos de pessoas que são negras mas nem sempre se viram assim trazidos por Neusa nos fazem pensar em como a falta – ou presença – de uma identificação pode determinar as vivências de alguém.”
“Gostei muito. Eu amo sonhar, e os textos que compõem o livro parecem falar dessa matéria produzida quando baixamos a guarda da consciência. Eu os li aos poucos, sempre antes de dormir, e eles acabavam interferindo nos meus próprios sonhos – assim como meu estado de sonolência afeta minha leitura. Uma infinitude de sentidos que se formam, imagine.”