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A cada edição, quatro convidados indicam três leituras sobre um tema específico: a proposta é reunir 12 obras em torno de um mesmo eixo, revelando diferentes perspectivas e experiências de leitura.


“Visitar museus, passear por uma história do samba ou transformar a leitura em uma experiência super divertida e brincante, tudo isso com esses três livros sensivelmente escritos e lindamente ilustrados.”

“São histórias que alimentam a nossa imaginação e a nossa capacidade de sonhar o futuro.”

“A série da minha bruxa favorita, que meus filhos também amam; um dos nossos preferidos da Ruth Rocha, de quem sou fã de carteirinha; e um livro lindo de uma poeta espetacular sobre a força e o encanto das palavras.”

"Três livros com fugas da rotina, belissimamente ilustrados. Boas férias!"

“As voluptuosas noites de Eros por três nomes incontornáveis da literatura brasileira contemporânea.”

“Indico uma antologia de contos que desvela o corpo de um século de escrita erótica brasileira; um livro onírico-surrealista em que mulheres mais que humanas se relacionam com planetas, plantas, animais e criaturas fantásticas; e uma pequena plaquete que é, na verdade, um grande arquipélago ocupado por mulheres que nos ensinam que ‘o desejo é tão dinossáurico como a palavra’.”

“Escolhi a poesia de Hilst por ser erótica na própria linguagem tensionada e a de Domeneck por ser capaz de revisitar toda a tradição do homoerotismo para recriá-lo aos nossos tempos; já o romance de Moraes me fascina por ser um desbunde geral.”

"Eis três obras que merecem o epíteto de perigosas, pois reúnem o que há de mais escandaloso na literatura de língua portuguesa. Se já posso me dizer uma escritora erótica é em parte por culpa delas e, ainda hoje, quando sinto que minha escrita está comportada demais, é a elas que recorro atrás de inspiração para novas sem-vergonhices."

“Três carnavais distintos, mas com algo em comum: esses livros tratam da festa para se entender o Brasil - ora pela escolha da alegria transformadora e política, ora como ritual que organiza a nossa sociedade, ou como personagem brasileiro em si mesmo, são obras que nos ajudam a olhar para além das fantasias, e a imaginar Brasis possíveis, e assombrosos.”

“O carnaval põe a cidade de cabeça pra baixo, e ela faz mais sentido desse jeito. Prefiro nosso país pelo avesso. Esses livros contam a história dessa tecnologia social que nos faz únicos. O furdunço resistiu ao colonialismo e pode nos ajudar na luta pela soberania”

“Temos em mãos um romance equatoriano delirante, cheio de sons, absolutamente musical. Um livro de poemas audacioso, onde a bonequinha brinca com a cabeça do Ken, dona de si. E outra poeta que faz usos de imagens fantásticas, lambuzadas de glitter, como 'Un oficio transmitido por las fieras/ una orquídea de metal para mi voz'.”

“Uma seleção que ajuda a entender por que o Carnaval é tão LGBT em um país ainda violento com essa população, questiona se a folia subverte de fato a ordem social ou é só um intervalo, e afirma: carnaval é coisa séria — e um direito fundamental.”

“As pessoas às vezes não associam beleza à cidade de São Paulo. Então escolhi três livros que contam São Paulo do ponto de vista da arte: semana de 22, arquitetura paulistana e as fotos do Mauro Restiffe, que mostram essa beleza peculiar da nossa cidade.”

“São três livros narrados em primeira pessoa por vozes femininas nos quais a cidade aparece a partir de seus olhos e afetos, que revelam três momentos distintos e importantes da história da cidade.”

“Diário, conto e pesquisa histórica produzidos por intelectuais que percorreram com paixão as ruas de São Paulo e têm na própria vida a experiência negra, pobre e dos povos originários que construíram e constroem historicamente a cidade, apesar de continuamente invisibilizada pela metrópole.”

“São Paulo é um tremendo assunto para escrita, e eu poderia fazer uma lista em cima do tema. Escolhi esses porque, juntos, recusam a São Paulo cartão-postal e constroem uma cidade múltipla, feita de fraturas, sobrevivências e conflitos.”

“Corais e fragmentados, escolhi três livros que seriam um desafio para quem um dia ousar adaptá-los para o cinema.”

“Cada leitor faz o próprio filme na cabeça, essa é a grande beleza da literatura, estimular a nossa imaginação como nenhuma outra expressão artística faz. Escolhi três obras que eu gostaria de ver adaptadas pro cinema, (mesmo que já tenham alguma versão) na visão de cineastas contemporâneos.”

“Uma jovem apaixonada, apaixonante e impulsiva; duas amigas que vivem a vida de forma sensual, polêmica e livre; uma personagem brilhante sugada por um relacionamento abusivo: essas três histórias de mulheres em momentos diferentes da vida dariam filmes inesquecíveis, com potencial para ganhar prêmios e horrorizar os caretas.”

“Do que um livro precisa pra virar um bom filme? A resposta não é óbvia. Escolhi esses três porque eles nunca mais saíram da minha cabeça, porque de alguma maneira já viraram filmes dentro de mim.”

“São livros que têm em comum a viagem em si, o deslocamento físico e emocional, o embate entre o novo e o velho.”

“Esses livros te levam por uma viagem latino-americana em que, pela janela, é possível ver a força da memória coletiva.”

“Livros de verão são aqueles que nos resgatam com urgência do real, aqueles que nos levam para bem longe de casa. Enfim, livros de suspensão. Indico três que adoraria ler de novo, como se fosse a primeira vez.”

“Nas férias, com esses livros, de tédio você não morre.”

“Estes três livros abordam, cada um a sua maneira, as consequências da escravização de negros no Brasil e o trauma que a população negra carrega consigo.”

“São livros que falam sobre os privilégios brancos, as articulações do protagonismo negro na luta contra o racismo e a construção do Brasil a partir da África, importantes leituras para todos os brancos que almejam ser antirracistas.”

“De diferentes gerações, Lélia Gonzalez e Rosane Borges são protagonistas da produção intelectual de feministas negras brasileiras, enquanto W.E.B. Dubois é autor desse clássico incontornável, que finalmente ganha tradução em português.”

“Estes livros nos mostram como a ideia de raça pode compor os imaginários culturais sem ser diretamente enunciada.”

“São livros que nos apresentam diferentes culturas indígenas amazônicas a partir da perspectiva de seus representantes, além de chamarem a atenção para a ação destrutiva e mortal dos não-indígenas em relação aos povos indígenas e ao meio-ambiente.”

“Considero essas publicações interessantes para quem quer compreender a biodiversidade brasileira, imprescindível na resiliência às mudanças climáticas.”

“Escolhi três livros que, de alguma forma, amplificam os pensamentos, os saberes e as vozes da floresta.”

"Ocupações, comunidades indígenas e quilombolas precisam estar no debate sobre a COP30. Por esse motivo indico os três livros. Moradores que acabam sendo expulsos de seus lugares com a chegada de estrangeiros e comunidades que se organizam para sobreviverem sem amparo governamental. O racismo ambiental precisa ser debatido."

"Escolhi três livros de autores brasileiros que meus filhos amam.Chapeuzinho Amarelo e Flicts são livros que li muito na infância, e agora leio para eles. São narrativas espertas, que desconcertam com humor a expectativa das crianças. Kuján é um livro mais recente, que logo adotei nas nossas leituras."

"As três histórias focam na doçura das crianças e jovens negros."

"Migrantes é belíssimo, conta milhares de histórias sem dizer uma palavra. A melhor mãe do mundo é especial: uma história difícil contada com leveza e poesia no peso certo. E não podia deixar de fora o Vitório! Meu querido porquinho aventureiro, destemido e curioso."

"Escolhi esses livros pensando numa frase que o autor português Álvaro Magalhães escreveu ao pensar nos textos do poeta Manuel António Pina que tanto admiro: 'Quando for lido por uma criança é um livro para criança. Quando for lido por um adulto é um livro para adultos. Os livros não são ‘para’. Os livros são'.”

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