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Devorados


Ficção, não ficção, teatro, quadrinhos, literatura infantil, de tudo um pouco. Aqui compartilhamos o que a nossa equipe está lendo.


por Sofia Pantaleão

“Gostei muito, me remeteu bastante a outras leituras, como por exemplo “A sociedade do espetáculo”, do Guy Debord. Foi possível criar diálogos em torno de como o desejo no meio de consumo é construído na atualidade ou de como nos relacionamos de forma rápida sem criar vínculos verdadeiros, já que tudo é extremamente dinâmico e fluido.”

por Irene de Hollanda

“O ensaio consegue recuperar um jeito de entender o mundo pela ótica infantil, e ao mesmo tempo com a voz de uma grande poeta. Assim, traz um universo semântico totalmente inusitado, e dá pistas de como a relação da autora com o piano (e com o metrônomo, e com as partituras!) pode ter sido estruturante em sua forma de inventar poesia.”

por Maurício Gonzaga

“Gostei especialmente da ideia de que a imagem não se resume àquilo que vemos. A gente pensa por imagens, mas essas imagens não são produzidas apenas pela visão. O livro também mostra como elas podem ser formas de produção de conhecimento e como, em determinados contextos, tornam-se compartilhadas por grupos, funcionando como forma de socialização.”

por Anna Ferrari

“Achei o livro muito cuidadoso ao retratar a trajetória de um jovem durante a ditadura militar. A narrativa acompanha sua transição para a faculdade de arquitetura em Brasília, o início da vida adulta e a perseguição política. Já comecei o segundo volume!”

por Patrícia Flores

“É uma obra dolorosa, pois traz situações reais da crueldade exercida por homens brancos; “a descida” de Annis é permeada por menções ao “Inferno” de Dante, mas também pelas vozes de suas ancestrais, trazendo um certo lirismo e beleza pra uma história que retrata uma das maiores vergonhas da humanidade: a escravidão.”

por Arthur Mello

“Uma visão mais realista e não romantizada, como aquela apresentada pelo filme Oppenheimer, do Christopher Nolan. Uma leitura imperdível para quem tem interesse no assunto.”

por Maurício Gonzaga

“O livro é meio aleatório de cara, mas depois, junto com as imagens, o caos instigante do processo de criação se sobressai. Gostei bastante. “

por Paula Medeiros

“Esse livro acabou comigo, sem meias-palavras! Maccari conta a história de vida da protagonista de forma crua, sem nos poupar, como a própria personagem não se poupa.”

por Leana Ferreira

“Jeovanna chama atenção para uma situação que muitas de nós, mulheres, acreditamos estar distantes de vivenciar, mas que pode nos atingir sem que percebamos: a violência dentro de um relacionamento amoroso. Ela ressalta a importância de acender o alerta ao menor sinal de agressividade.”

por Patrícia Flores

“Abre com uma epígrafe de um dos meus livros preferidos, São Bernardo, aí já me conquistou! Como em Graciliano Ramos, a dureza do cenário e a indignação diante das injustiças sociais refletem a nossa sociedade. O livro, a certa altura, assume um ritmo frenético, que prende o leitor. Te convido a ler este bangue-bangue à brasileira.”

por Anna Ferrari

“Muito bem escrito, irônico e assertivo. Trótski era muito jovem e já tinha enorme consciência política. Dá pra sentir a comoção dos guardas e sua empatia com os presos, numa prévia do que depois se mostrou o levante popular da revolução. É também muito iconográfico ao mostrar a pobreza e a natureza gélida da Sibéria.”

 

por Thiago Salles Gomes

“Gostei bastante porque o livro revela que a violência absoluta não impede que as vítimas prossigam com uma vida que contém alegria e esperança. Os aditivos fazem as vezes dos antidepressivos e as conversas da turma são psicoterapia para os perrengues.”

 

por Nina Knutson

“Foi muito bom reler esses escritos, que parecem pensamentos em voz alta do autor. Paxton compartilha um exercício ao mesmo tempo meditativo e filosófico. O leitor é também levado a uma atenção profunda a seu corpo, à medida que o processo vai inevitavelmente ficando mais consciente e racionalizado. Uma viagem.”

por Leana Ferreira

“Ver a dor dessa família que foi forçada a conviver com a falta é de cortar o coração, principalmente quando conhecemos mais de Liliana e de sua jovialidade. Por isso, é importante mostrar que essas vozes continuam e continuarão ecoando. É isso que Cristina Rivera faz.”

por Maria Emilia Bender

“Gostei muito. E ao longo da leitura me lembrei de três livros excelentes: Cidades invisíveis, do Italo Calvino, Os sobreviventes, do Bernardo Carvalho, e A estrada, do Cormac McCarthy.”

por Maurício Gonzaga

“Metamorfose e transformação são um tema que tem me chamado a atenção, ainda que eu não saiba bem o porquê. É sobre isso que tenho lido e pensado, e o livro mergulha no tema de uma maneira muito interessante.”

por Leana Ferreira

“Importante leitura para compreender os processos de construção das identidades no Brasil. Os relatos de pessoas que são negras mas nem sempre se viram assim trazidos por Neusa nos fazem pensar em como a falta – ou presença – de uma identificação pode determinar as vivências de alguém.”

por Nina Knutson

“Gostei muito. Eu amo sonhar, e os textos que compõem o livro parecem falar dessa matéria produzida quando baixamos a guarda da consciência. Eu os li aos poucos, sempre antes de dormir, e eles acabavam interferindo nos meus próprios sonhos – assim como meu estado de sonolência afeta minha leitura. Uma infinitude de sentidos que se formam, imagine.”

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